sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MUSICAS

1 - A ciranda que inventei

(para Wilson Moreira)

(Moacy Luz e Rogério Batalha)





Na velha rua Mesquita / Paralela à Vila Vintém /Soltei balão tangerina / Para ver a vida ir mais além /Sob um espinheiro branco / Ouvi o pranto de alguém /Onde derramei meu canto/ Sinhazinha conhece bem... / Meu relicário de lembranças / Criança eu dancei /Na tristeza e na bonança / Foi a ciranda que inventei /Retomando o fio da balança /A contradança eu pintei /Pra rever Realengo e a infância /Pois é, foi a ciranda que inventei. / É ou não é, foi a ciranda que inventei /Pé-ante-pé, foi a ciranda que inventei /É, Maré, Foi a ciranda que inventei / É é axé, foi a ciranda que inventei... /





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2 - Atira esse lírio fora

(Moacy Luz e Rogério Batalha)





Atira esse lírio fora /Pra você sou noite sem aurora / Guarda então esse jasmim /Infelizmente não poderei /Guardá-lo em mim / Não se trata de recato ou medo /(desse mal eu não padeço)/ Não perca tempo /Com o perfume desse cais /Para nós é tarde demais/ Se bem me lembro/ Um dia tudo se desfaz / O amor e seus vitrais /Há tempos... / Não olhe para trás / O amor tem seus sinais / Entendo /Só eu sei o que vivi, me vi / Em busca de outro tempo /O perfume desse cais / Para nós é tarde demais /Se bem me lembro / Um dia tudo se desfaz /O amor e seus vitrais / Há tempos.../





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3 - Pobre orquídea

(Moacy Luz e Rogério Batalha)





Não era noite, nem era dia / Quando vestiu bordô a fantasia /(papel-de-seda, bijuteria) / Pensou que a vida fosse / Um rosário de alegria... / Pobre orquídea se esqueceu /

Das camélias exiladas sob o breu / Pobre orquídea não pôde ver / Que a fantasia não tem valia / Depois do alvorecer... /



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4 - Domingo é dia

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



Domingo é dia, sinhá / De passar roupa / A morena saiu pra sambar / Vai voltar rouca /A morena vai namorar / Beijar na boca /Depois que faz unha, sinhá / Não lava a louça / Menino saiu sem avisar /Não se pertube /Ele foi pra ribeira pescar /ou pro açude /Ele conhece lugar /Não se assuste /O buraco que tem lá no chão /É da bola de gude / Menino cresce /Sinhá, sinhá /Faz uma prece /pra se casar /Morena sabe e oferece /Um beijo /Menino corre pro brejo /Ele não sabe beijar... /





obs: gravada por Manu Santos



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5 - Baluarte

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



Estranhamente me desejas /Em outras bocas e mal sabes /Quando advogas meus desejos /E consomes minha mocidade /Furtando assim meus próprios beijos /Em bocas que não me cabem/ Ainda que mal saibas do meu apreço /Pra mim tu és um baluarte. /E se por hora impera /O batismo dessa pedra /O tempo é uma fogueira /Que a tudo subtrai /Decerto toda tristeza /Um dia esvai.



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6 - Malícia

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)







Me tenha como vício /Aceite os meus de bom grado /Que o seu coração palpite, mire,dispare sobressaltos./ Não quero nem saber /da meia-água dos teus fados /Quero o teu choro, depois o riso / Malícia de asfalto / E enquanto isso /Vou te mostrando(desde o início) / Meu jeito hábil /Me tenha... /





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7 - Pensando Bem

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



Pensando bem na vida / Suas dores, suas feridas / Mil gols perdidos /Amores, arremedos, caprichos / Pensando bem / Tudo foi vício... / Paixões se foram, anéis também / Sonhos acordaram, fez-se pó cada vintém / Pensando bem / Pensando bem / Amigo é tudo o que se tem... /



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8 - Santa Bárbara

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



Quero colher duas rosas / Que não nascem em qualquer jardim / Uma vou levar pra Santa Bárbara / A outra vou guardar pra mim / Quero perfumar toda a casa / Alegrar-me com esse olor / Para agradecer a Santa Bárbara / Mandei fazer um andor... / Tempo se fecha sem chover / Céu relampeja sem calor / Noite se adensa sem se vê /O mais cruel torpor /A minha Santa veio dizer: / A tempestade levou... /



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9 - Passou passou passou passou

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



O cadeado quebrou / Nosso amor faleceu / A chama se apagou /Doeu, doeu, doeu, doeu / O desamor abraçou / A ferrugem comeu / A chama se apagou / Só breu, só breu, só breu, só breu. / No cardápio das ilusões / Iguaria assim não comi / Entre sóis e violões / Um bem-te-vi, um bem-te-vi / Você foi um substantivo / Abstrato como a dor / Em verdade vos digo / Passou, passou, passou, passou / O cadeado quebrou... /



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10 - Vovó Rita

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



Das bandas do sem fim / Dos confins de lá / Vovó Rita veio trazer / benção de Oxalá / Quanta dor / No pó da estrada / Ela perfilou / Na sua jornada... / No seu corcel / Subiu ao céu / Com as Santas Almas / No seu corcel / Provou do mel / Por Nossa Senhora foi coroada.



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11 - Depois da última lágrima

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



Depois da última lágrima / Renova-se a maré / É noite de tão larga /Abarca o que vier / Se já não resta mais nada / Despetala o malmequer / Depois da última lágrima / Verás outra mulher... / Valei-me Oxalá / Derrama seu axé / Depois da última lágrima / Enxugai a minha fé... /



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12 - Mamãe sereia

(Moacyr Luz e Rogério Batalha)



Sobre as pedras sagradas da cachoeira / Mamãe sereia não se cansa de cirandar /

(Ô de cirandar) / Quando é noite de lua cheia / Mamãe incendeia o seu congá... / Minha mãe Oxum / Hoje veio me abraçar / Minha mãe Oxum / É quem veio me ninar. /



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13 - Rainha do Mirante -

(Roberta Nistra, Moacyr Luz e Rogério batalha)

Ynaê, Ynaê, Ynaê / Se eu sou filha do mar me ensina / Ynaê, Janaína. / Tava pra chorar / Quando veio me valer / Quem embala o mar / É Oguntê / Minha prece ouviu / Nas conchas do mar / E depois sorriu / Pôs-se a cantar: Lampião de fé / Cerca de arame / Oloxum quem é? / Rainha do Mirante. /

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14 - Cigana do cabaré

(Roberta Nistra, Moacyr Luz e Rogério batalha)





Cadeado não prende, sinhá / Quem vem de lá / Cadeado não prende, sinhá / Quem vem de lá... /

Vocês estão vendo aquela rosa encarnada / Nos cabelos enrolados daquela linda mulher / Com sete saias rodadas / Veio saudar filho de fé...

Lá vem a cigana malandra / Não é uma cigana qualquer / Lá vem a cigana malandra / É a rainha do cabaré.../





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15 - Ewá

(Roberta Nistra e Rogério Batalha)



Quando vier o anoitecer / E a primeira estrela brilhar / Uma rainha vai surgir / Com as mãos erguidas saudando o luar / Ela é menina, rainha, mulher / Ela traz a neblina, ela tem axé / Transforma água da chuva em nuvem / Pra depois virar maré... / Ela trouxe alecrim / Ela trouxe alfazema / Lágrima-de-nossa-senhora / Pra curar filho de pemba / Ela veio de Aruanda / Numa noite de esplendor / Ewá é minha santa / Minha manta e minha flor. /

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16 - Ogum, meu amigo

(Roberta Nistra e Rogério batalha)



Vez em quando eu olho / Um pouquinho para mim / Vejo-me um tanto acuada / Vejo-me um pouco ruim / Vejo-me um tanto cismada / Com as flores do jardim / Vez em quando eu me olho /Com medo de mim... / Entre sucatas passadas /E envelopes vazios / Caminho por uma calçada / Que se alastra por todo Rio / Na noite mais alta / Ogum é meu amigo / Às vezes me aquece a alma / Às vezes é meu único abrigo. /





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17 - Cadê Erê?

Roberta Nistra e Rogério batalha)



Cadê erê? / Tá brincando com areia / Cadê erê? / Tá brincando lá na beira.../



Não aporrinhe o erê, dona sinhá / Pois ele está sob o manto de Oxalá /

Não aporrinhe o erê, seu pescador / Pois ele está sob o manto do Senhor.





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18 - Eu vim da Nigéria

(Roberta Nistra e Rogério Batalha)



Eu vim da Nigéria / Do reino Iorubá / Sou rei do Oió / Marido de Iansã, Oxum e Obá / Marido de Iansã, Oxum e Obá. / Vaidoso como quê, você verá / Sou fogo de benzer ou de trovejar / Caô Cabicielê, Caô Cabicielê / Axé, mojubá, orixá / Caô Cabicielê, Caô Cabicielê / Axé, mojubá, orixá... /





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19 - Nega Das Dor

(Du Basconca e Rogerio Batalha)

Nega Dodô / Comprou uma saia rodada / Com uns detalhes em palha / De encarnada cor / Nega Dodô / Pôs nos cabelos um lírio / Com pedrinhas de acrílico / Foi sambar na Beija-flor / Nega Dodô / Com seu broche anis de renda / Fez da noite a sua prenda / Da alegria a sua cor / Nega Dodô / Conheci lá em Mangueira / Onde tudo incendeia / Tava assim de bibelô... / Nega Dodô / Comprou uma saia rodada / Com uns detalhes em palha / De encarnada cor / Nega DodôPôs nos cabelos um lírio / Com pedrinhas de acrílico / E foi sambar na Beija-flor / Nega Dodô / Encantou com sua beleza / Um terno linho azul turquesa / De gravata bordô / Nega Dodô / Se casou e com certeza / Leva vida de princesa / E pro samba não mais voltou. /



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20 - Salete

(Dú Basconça e Rogério Batalha)



Salete, não tenho nada com a sua vida /Já te dei casa e comida / Até ficamos noivos em Paquetá / Salete, sua dor já não me interessa / Faça as malas bem depressa / (não esqueça o Emplastro Sabiá) / Salete, tome um Dorilax, depois esqueça / Diga ao povo que perdi a cabeça / Ou tropeçastes no penhoar... / Salete, certas coisas nem Freud explica / Fome de virilha e larica / Amor de braguilha é pra ficar /Salete, depois de te ver naquele domingo / toda de risada com o gringo / Sigmund algum me pode curar



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21 - Quisera

(Dú Basconça e Rogério Batalha)



Sim / Desnuda-se a moça /(sem nuvens ou desditas) / De repente voa /Envolve toda a minha vida /Seu riso é visgo / (paisagem sobre flores) / Majestade de todas as cores /No momento em que o amor faísca... / Sol que espraia em todo o jardim /Desaba a noite sobre mim /Quisera fosse o amor enfim / Mas só há a imensidão por fim. /



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22 - Veja

(Dú Basconça e Rogério Batalha)



Veja / como desfolha o arvoredo / veja / A natureza não tem segredo / veja / Já se descora o nosso amor / que em razão do teu desapego / também desfolhou (ai...desfolhou) Jamais terei o destino / de pau a pique e dor / se bordei a fantasia / com os paetês da poesia / aos pés do Redentor Não deve o poeta / nem no limbo / rugir pro dissabor / pois somente a urtiga da mentira / nunca foi uma boa amiga / da luz do refletor E assim será meu destino / com fé e destemor...



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23 - Quem a não ser o samba?

(Dú Basconça e Rogério Batalha)



Já foi ponta de faca/ Já foi solitário sultão /Já foi o palhaço vaiado /O samba já foi ao rés-do-chão / Quando sussurra à concha do ouvido / Acho a meada do fio / É quem melhor explica essa nação/ E eu que tenho a alma crivada/ De lágrima, alegria e cachaça/ Mais uma vez peço a sua benção/ Quem a não ser o samba? / Pra bordar a esperança e renascer do chão / Quem a não ser o samba? / Pra rebrotar a ciranda da nossa paixão.



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24 - Bem obrigado

(Dú Basconça e Rogério Batalha)



Eu também vou bem obrigado/ No mais tanto faz/ O resto são restos do resto do amargo/ Definitivamente descobri/ Que não nasci pra ser condecorado/ Foi o que tinha que ser/ Passado.../ Ando pouco zen e a saudade não me veste bem / Como não cabe mais em minha casa seu retrato/ Legal, eu quero é curtir o barato de sua morte/ E daí encontrar o meu norte/ Em paz/ Oportunamente apresentarei dores mil/ Gargalhadas mais.../ Por hora estou amalgamado é com o mar/ E como disse o velho compositor:/ Viver é melhor que sonhar.../



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25 - Bem cotado

(Dú Basconça e Rogério Batalha)



Você forjou, você riu, você mentiu, você brincou /Isso significa, amor, que você não tem interior /Quando na quadra da Portela a velha guarda subiu /Só você não entendeu que um partido-alto /é um batuque sólido de adeus /Você me usou e descurtiu, depois sumiu, dispersou /Você não justifica, amor, o bem de quem te criou /São vinte e dois anos de praia e eu já sei /que esse filme é assim /O mocinho sofre, o bandido foge e a vilã sai bem no fim /Foi minha escola querida / quem me ajudou a suportar /Você só deixou na avenidaa desilusão pr' eu carregar /no peito /Você zombou e feriu, você fingiu, você jogou /Isso justifica, amor, você não tem interior /Quando na quadra da Portela a velha guarda subiu /Só você não entendeu que um partido-alto /é um batuque sólido de adeus /Você me usou, me iludiu, depois sorriu e decretou /Que esse meu discurso, amor, é choro de perdedor /Com vinte e dois anos de escola /eu já sei que o desfile é assim /O passista sofre, o mestre sala morre e a destaque nem aí /Foi minha escola querida quem me ajudou a suportar /Você só deixou na avenida a desilusão pr' eu carregar /E hoje não sou mais um Zé, sinta meu cheiro de alecrim /Ando bem cotado /Se você duvida se informe sobre mim./



obs: gravada. CD: Dú Basconça - 2008.

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26- Decúbito dorsal

(Rogério Lopes e Rogério Batalha)



(Dá mole pra você vê). /Na cabeça, no invertido e no cercado /Apostei no seu gingado /Acreditei que o negócio ia dar pé /Um apontador me bateu o recado /Que o palpite era exato /E eu podia levar fé /Fui correndo pra Edgar Romero /Pra tirar uma beca zero /Só pra te impressionar /E logo aberto o crediário /Eu malandro de Gramacho /Ainda tive que escutar(de uma testemunha ocular) /Que ontem foste pega na madrugada /Embebida de cachaça /Em decúbito dorsal /E que toda aquela delicatesse era grupo de vedete /Descolada em mictório da Central / E eu que já fui até larápio /Pagodeiro mui versátil /Em partido-alto, coisa e tal /Apostei no jogo errado /E o destino, esse ingrato, me mandou essa real: /Malandro, não dá flor em milharal.





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27 - Aliás

(Paulinho Lemos e Rogério Batalha)



Então escapar / do absurdo vendaval /Como meliante ou retirante nau /Depois juntar /os farelos da ilusão, os apelos do coração /E se atirar novamente ao mar... /Se o medo não tem esperança /No fundo, quem é que pode mais? /Se De La Mancha bordou com sua lança /devaneios imortais... /É, quem foi que disse /que de nada adianta /debater-se sobre mares irreais? /Se afinal de contas /Desvarios à boca /Já alimentaram um cais, aliás. /



obs: Gravada. CD: Paulinho Lemos - Gravadora: New Mood Jazz (Espanha)



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28 - A medida do sal

(Paulinho Lemos e Rogério Batalha)



Aprendi com a boemia /Que pode ser fatal /Acreditar na fantasia /Acabado o carnaval /E que a medida, menina / É peça fundamental /No palco, no bordado ou na vida /Há mão certa para o sal /Marinheiro de primeira /Foi brincar lá no mar-alto /Até hoje não voltou /Deve estar envergonhado /Não levei as mãos ao céu /Quando tudo terminou /Sabia até onde ia /A jurisdição do nosso amor /Eu aprendi com a boemia /O tempo certo do andor /Muita calma nessa hora /Haja vista o Nestor /Que pôs todas as fichas na folia /E até hoje não voltou. /





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29 - Caso perdido - (Kinho e Rogério Batalha)



Seja você a flor que for /Não te darei meu coração /Desde que a dor marejou /Não encontrei mais afeição /A paixão não é laço de fita /Embora se faça bonita /No fundo é só desvão.... /Hoje sei que a vida /É feita de despedida /Saudade e ingratidão /Jogarei n’água / Todas as núpcias passadas /Viverei com mais razão. /



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30 - Ilha de Ilusão - (Kinho e Rogério Batalha)



Ai, romântico coração/ Por que perdeste o tino?/Ilha de ilusão / Como se desfaz assim?/Quis sair pra ver o mar /O mar se viu revolto em mim / Cai dos braços da ilusão/Pois de mais a mais/ Nunca esteve aqui/ O amor não precisa de prata/ Ou néon para luzir/Acaso coisa que se preze/ Já não traz em si/ Sua própria luz /Seus azuis /Ah, valei, é o fim /Quis sair pra ver o mar/ O mar se viu revolto em mim./





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31 - Ensolarado Cais

(Diogo Verri e Rogério Batalha)



Feriu / Sem piedade o meu peito / Sobre um padecido leito /

Ela bordou o seu brasão / Caíram / As amarras do preconceito /

Eu não sei se é direito (meu Deus do céu) / Dar capote à solidão /



Aí, (ah meu Deus e aí) / Ah, mas quem diria / Que ela um dia /

Em minha vida fosse um ensolarado cais (laia laia) / E aí! (ah meu Deus e aí) / Ah, mas quem diria / O que ela foi um dia / E hoje é só adeus e nada mais...



Não é só de tormentas / Que vive uma dor / Não queira entender /

O que passou, passou / A vida é como o mar / Há ventos, temporais /

E se você quer saber não quero mais / E aí.../

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